Paciente denuncia abuso sexual durante internação em UTI do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul; caso é investigado pela polícia

Mulher afirma que foi vítima de violência enquanto estava hospitalizada; Hospital Regional diz que afastou o profissional envolvido e colabora com as investigações

Uma paciente de 27 anos denunciou ter sido vítima de violência sexual enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. O caso, que teria ocorrido na última sexta-feira (10), foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) como estupro de vulnerável e está sendo investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem relatou que estava internada na UTI quando um técnico de enfermagem, de 52 anos, que atuava no plantão, teria administrado um medicamento. Segundo a denúncia, após a aplicação da medicação, ela passou a sentir intensa sonolência e dificuldade para reagir. A paciente afirma que, ao recuperar parcialmente a consciência, percebeu que estava sendo vítima de abuso sexual.

Ainda conforme o relato prestado à polícia, a mulher comunicou imediatamente o ocorrido a uma profissional da equipe de saúde, que acionou a coordenação de enfermagem e o serviço de psicologia da unidade. Posteriormente, a paciente foi retirada da UTI e transferida para um quarto, onde passou a permanecer acompanhada por familiares durante todo o período de internação.

Além do registro da ocorrência policial, a vítima solicitou medidas protetivas contra o investigado. A Polícia Civil realizou os procedimentos iniciais de investigação, incluindo a coleta de depoimentos e de elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. O caso segue sob apuração, e o suspeito terá direito de apresentar sua versão durante o andamento do inquérito.

Em nota oficial, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que adotou imediatamente os protocolos internos previstos para situações dessa natureza, prestando acolhimento e assistência à paciente. A instituição também afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.

O hospital ressaltou ainda que o profissional citado na denúncia foi afastado de suas funções de forma preventiva, enquanto os fatos são apurados. A direção reforçou que repudia qualquer forma de violência, mantém uma política de tolerância zero para esse tipo de conduta e reafirmou o compromisso com a segurança, a ética e a proteção de pacientes, acompanhantes e colaboradores.

As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca reunir provas e esclarecer todas as circunstâncias do caso antes da conclusão do inquérito.