Servidores pressionam por reajuste e criticam renúncias fiscais em protesto na Assembleia
Servidores públicos estaduais de diversas categorias ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira em um protesto marcado por cobranças ao Governo do Estado. Com palavras de ordem como “fora Fiems”, os manifestantes exigiram reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho.
A mobilização ganhou força com críticas à política de incentivos fiscais. Ricardo Bueno, tesoureiro do Sindicato dos Servidores da Saúde, questionou a concessão de mais de R$ 11 bilhões em renúncias fiscais, valor que, segundo ele, supera os investimentos destinados à saúde pública. Para os servidores, a medida evidencia desequilíbrio nas prioridades do Estado.
Categorias como servidores do Detran e da UEMS já declararam estado de greve, enquanto trabalhadores da saúde ainda buscam diálogo com a Secretaria Estadual por meio de negociações. A principal queixa é a falta de participação das categorias na definição da revisão salarial.
O Governo do Estado anunciou um reajuste linear de 3,81% para cerca de 86 mil servidores, índice considerado insuficiente pelos manifestantes. Segundo lideranças sindicais, a ausência de diálogo e de uma política de valorização mais ampla pode intensificar o movimento e resultar em paralisações nos próximos dias.
O protesto reforça a pressão por maior transparência na gestão fiscal e por uma revisão das prioridades orçamentárias, reunindo diferentes categorias em torno de uma pauta comum: recomposição salarial e melhores condições de trabalho no serviço público estadual.