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Tarifa dos EUA pode atingir 21% das exportações brasileiras e acende alerta para indústria e empregos

Uma eventual imposição de tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros poderá afetar diretamente cerca de 21% das exportações nacionais destinadas ao mercado norte-americano, segundo avaliação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A medida, caso seja implementada, preocupa o governo e o setor produtivo devido ao potencial impacto sobre a competitividade das empresas brasileiras, a geração de empregos e o desempenho da indústria.

De acordo com o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, os segmentos mais expostos à nova taxação incluem máquinas e equipamentos industriais, produtos plásticos, calçados, madeira, papel-cartão, ferro fundido, além de peixes e crustáceos. Esses setores possuem forte participação nas vendas para os Estados Unidos e podem enfrentar redução de demanda, perda de mercado e dificuldades para manter o ritmo de produção.

O governo brasileiro avalia que a medida poderá provocar reflexos não apenas nas exportações, mas também em toda a cadeia produtiva, atingindo fornecedores, transportadoras, trabalhadores e empresas que dependem das vendas externas para sustentar suas atividades. A preocupação é ainda maior em regiões onde a indústria exportadora tem papel relevante na economia local.

Em resposta à proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil reafirmou que continuará defendendo os interesses nacionais e não aceitará concessões que envolvam questões consideradas estratégicas ou relacionadas à soberania do país. Entre os temas considerados inegociáveis está o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que, segundo o governo federal, não fará parte de qualquer discussão comercial com Washington.

Márcio Elias Rosa destacou que o Brasil mantém canais permanentes de diálogo com autoridades norte-americanas e participa de reuniões técnicas para buscar soluções diplomáticas que preservem a relação comercial entre os dois países. A estratégia é evitar a adoção de medidas que possam prejudicar empresas, trabalhadores e consumidores de ambos os lados.

Os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil, sendo um dos maiores destinos das exportações brasileiras. Diante desse cenário, o governo acompanha de perto as negociações e trabalha para minimizar eventuais impactos econômicos, buscando preservar a competitividade dos produtos nacionais e garantir a estabilidade das relações comerciais bilaterais.

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